sexta-feira, 4 de junho de 2010
COISAS DO COTIDIANO!
Ontem encontrei com uma amiga. Estava num estado de grande tristeza. Parecia abatida, como de praxe trocamos amabilidades, um beijinho nas bochechas. Mas ela não era ela, estava mais magra, um semblante ocupado por uma expressão de interrgações. Olhava-a atentamente, seus gestos, voz e relexões já não eram os mesmos de outrora. Da última vez que a econtrei estava radiante, feliz de bem com vida! Não fiz perguntas, abstive-me de fazer qualquer pergunta, apesar da imensa dúvida que abatia sobre minha cabeça. O que será que aconteceu, por que esta transformação tão absurda. E lá continuava ela, sofrega, palvras desconexas, cheias de interrogações. Minha amiga trazia nos ombros o peso do munda, das decepções, das amarguras, dos sofrimentos e das parcialidades. Sem respirar ela emendava um assunto a outro. Por fim, com a incoerência própria do humano existente em nosso âmago perguntei-lhe: " Você está bem?" O vulcão de sua voz derramou sobre meu coração um queimar de larvas atravessado por aquele olhar intrépido e avassalador - retrucando minha pergunta ela explodiu - ... como estar bem quando ao passar dos anos, fermentamos a cada minuto de vida as crenças parodiadas por nossos antecessores, fomentando a Fé, o Amor, o Respeito e a Dignidade. E quando vocêa procura dentro do seu lar, junto as pessoas que lhe são caras, o mérito foi ao inverso. Dos dois filhos que tive, um foi-se e o adeus que me deu nem com a mão foi dado, deu-me o aceno com a bunda, o outro desdoura a palavra mãe a cada gesto, a cada palavra. Aquele a quem num entusiasmo de paixão deixar penetrar no coração hoje ardiloso e infernal desagrava meu coração lesionado o seu psiquico emocional. Já fôra o tempo em que acreditei em afeto, hoje professo o desculto, o desapego.... simplesmente para sobreviver.
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